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Opinião: Lansing Ignite chega ao fim e isso é preocupante

Durou uma temporada a empreitada do Lansing Ignite Football Club como time de futebol profissional nos Estados Unidos. Fundado no fim de 2018, o Ignite é membro fundador da USL League One, hoje terceira divisão dos Estados Unidos. Em 28 jogos pela competição em 2019, a equipe venceu 12 vezes e terminou a fase de classificação na segunda colocação geral, atrás apenas do North Texas SC. Nos playoffs, o time de Michigan acabou perdendo por 1×0 para o Greenville Triumph e deu adeus as chances de título.

Eis que, duas semanas após o jogo da eliminação, a diretoria do clube publica uma nota oficial em suas redes, comunicando o fim das operações da equipe. O dono do Lansing Ignite, Tom Dickson, se disse muito desapontado com a decisão, mas em resumo, afirmou que negócios são assim e que não havia como continuar na próxima temporada.

Veja na integra a nota do Lansing Ignite.

ALERTA NAS LIGAS MENORES

A desistência do Lansing acontece de forma muito rápida e preocupante. Desistir das operações da equipe com apenas um ano demonstra que o modelo adotado pela United Soccer League não é consistente. A USL Championship parece ter se consolidado como liga e vem crescendo temporada após temporada. Porém, a sua nova segunda divisão, sem acesso e rebaixamento, se mostrou um fracasso de público e renda.

A cidade de Lansing é a capital do estado de Michigan e tem mais de 110 mil habitantes. É claro que está longe de ser uma grande metrópole, mas existe gente o suficiente ali para apoiar um time de futebol. Dividir os holofotes com o tradicional Michigan Spartans, time universitário de futebol americano, não é uma tarefa simples, mas acredito que a empreitada de Dickson e do Ignite durariam bem mais se existisse uma possibilidade de crescimento.

É claro que, subir para a Major League Soccer é uma tarefa complicada e quem é fã de verdade do Soccer já entendeu que acesso e rebaixamento por lá jamais vai acontecer. Porém, a USL poderia (e deveria), entre as suas ligas, criar um sistema de promoção e rebaixamento para manter os times motivados e com possibilidade de atrais mais público e renda para as franquias. Desde o início da “Nova USL” até hoje, 17 franquias deixaram de existir, entre 2013 e 2018. Times tradicionais, como o Rhinos, único time fora da MLS a ser campeão da Open Cup, precisaram fechar suas operações.

Orlando B, Toronto II, o próprio Rhinos e o Penn FC retornaram para a nova USL League One, que veio com a intenção de abrigar clubes com menor orçamento. No entanto, com a desistência do Ignite, esse tiro parece que vai sair pela culatra, uma vez que a liga parece não dar nenhum retorno financeiro aos times.

Ou a USL finalmente institui o sistema de rebaixamento e acesso em suas ligas, ou a League One está fadada ao fracasso. Se ela deixará de existir em poucos anos? Não sei, mas corre-se o risco de vermos uma liga cada vez mais sem interesso dos times, do público e com baixíssima qualidade técnica. Além disso, é preciso observar melhor quem está comprando franquias e colocando equipes nas ligas. É normal franquias surgirem e desaparecerem nos Estados Unidos. E o fato de isso ser algo comum, por si só, já é preocupante e precisa ser revisto.

Clique na imagem e saiba mais sobre a história do Seattle Sounders

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