Opinião TMLS: Henry usará o Montreal Impact para apagar imagem ruim deixada no Monaco

Em novembro, Thierry Henry foi anunciado como técnico do Montreal Impact. A equipe canadense não teve uma boa temporada em 2019, com apenas a 9ª posição na Conferência Leste, quatro pontos atrás do último classificado para os playoffs. O time teve muitas dificuldades e foi uma das defesas mais vazadas da Major League Soccer. O desafio para Henry no próximo ano, portanto, é maior do que o esperado.

A contratação de Henry não foi uma grande surpresa. Seu nome era especulado no Montreal desde que saiu do Mônaco. O problema está na forma com que ele foi demitido (e trabalhou) no clube anterior. No Monaco, ele durou apenas 104 dias, pouco mais de três meses, e sua carreira foi rapidamente colocada em dúvida.

No clube francês, ele encarou jogadores, ofendeu atletas e não ficou bem visto com os dirigentes. É bem verdade que a maioria do elenco queria a permanência de Leonardo Jardim, o técnico antecessor (e que depois foi o sucessor). Mesmo assim, Henry nunca foi unanimidade também pelo seu estilo de jogo.



Sem experiência como treinador profissional, assumiu o clube na 19ª e penúltima posição do Campeonato Francês. Ficou 12 rodadas, conseguiu apenas duas vitórias e deixou o time no mesmo lugar na tabela. Jogos bizarros, como a goleada sofrida em casa para o Strasbourg, por 5 a 1, abalaram de vez a confiança no ex-jogador. Dito isso, voltamos para o presente.

Henry conhece a MLS, talvez melhor do que gostaria. Na liga, atuou pelo New York Red Bulls por alguns anos, marcou muitos gols, foi ídolo, mas nunca conquistou um título de expressão, apenas uma Supporters’ Shield em 2013. O ex-atacante nuna foi um fã de algumas excentricidades da liga e fez questão de reclamar em público sempre que possível.

Em Montreal, ele terá a língua como ponto a favor, pois a cidade canadense tem o francês como língua principal. O Impact, porém, precisará melhorar para o próximo ano. Desde 2014, a equipe joga em função do experiente argentino Ignacio Piatti, que tem 34 anos e ainda não renovou seu contrato.

O meio-campista Saphir Taider é outro destaque do time. No ataque, a eterna promessa Bojan Krkic divide as atenções com o jovem finlandês Lassi Lappalainen, que é bom de bola e tem contrato até junho de 2020 (pode ser renovado até dezembro do próximo ano). Maxi Urruti e Romell Quioto são outras opções ofensivas do time.

O problema de Henry está na defesa. O Montreal Impact foi uma grande peneira em 2019 e não conta com nomes seguros em seu setor defensivo. Nem mesmo Bush, experiente goleiro do time, se salvou na última temporada, ligando de vez o sinal amarelo na equipe. É ver como o ex-jogador vai tratar esse complicado problema, ainda mais com uma franquia que não é conhecida por fazer contratações exuberantes e muitas vezes fica de coadjuvante na liga.

Ser coadjuvante, aliás, talvez seja o que Henry precise para decolar na carreira de treinador. O desafio será enorme, mas o francês tem a chance de ouro de se reencontrar fora das quatro linhas e se consolidar como técnico de futebol.

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