Presidente do Atlanta United comenta porque é o momento para mudar de técnico

No dia 24 de julho, o Atlanta United comunicou que Frank de Boer não era mais técnico do time. No entanto, agora o clube detalhou o motivo da mudança do comandante da equipe. Os principais responsáveis pela tomada de decisão foram Darren Eales e Carlos Bocanegra, presidente e diretor do rubro-negro, respectivamente. Os dois estavam em Orlando para o MLS is Back e assistiram da primeira fila o Atlanta encarar sua terceira derrota seguida e ser mandado para casa.

Logo depois de chegarem a cidade de Atlanta, o clube decidiu despedir Frank. O anúncio de que o United e De Boer decidiram se separar foi após 18 meses de casamento. No sentido mais amplo, essa atitude pode ter sido uma surpresa, já que o time havia ganhado a Copa dos Campeões (Campeones Cup) e a US Open Cup em 2019. Contudo, pareceu claro para Earles e Bocanegra de que o clube estava pronto para mudanças.

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O ataque da equipe enfraqueceu muito sem Josef Martinez, que pareceu instável por um bom período de 2019 até que o atleta conseguiu engrenar em uma série de recordes marcantes. Entretanto, Darren falou várias vezes sobre querer que o time tivesse um futebol mais atraente, mas não era isso que vinha acontecendo. Os altos investimentos, como Pity Martínez e Ezequiel Barco, não tiveram impacto esperado na MLS, ainda que tenham tido seus bons momentos até aqui. Além disso, a atmosfera da equipe não era forte, de acordo com os dirigentes. 

Atlanta United na Copa dos Campeões de 2019 (Reprodução/ The Soccer Don

Nesta quinta-feira (30), Eales deu uma entrevista por teleconferência e disse que “Era sobre a direção da viagem”. Segundo Darren, “Estava claro na minha perspectiva, os sinais estavam lá, era hora de fazer uma mudança”, comentou o presidente do Atlanta. Além disso, ele ressaltou que desde o treinamento até a sensação no café da manhã, deu a ele uma visão de onde estava com o clube. “Isso mostra a você uma perspectiva diferente, e percebi que seria melhor nos separarmos”, acrescentou.

Conforme o presidente se aprofundava nos detalhes da mudança de Frank De Boer, ficou em evidência que o estilo de jogo era um ponto-chave. Em 2017, quando o Atlanta entrou na liga, Tata Martino liderou um ótimo ataque onde Josef Martinez e Miguel Almirón se tornaram astros. O mesmo ocorreu em 2018, onde a equipe foi campeã da Major Soccer League após vencer o Portland Timbers. Porém, Almirón foi para o Newcastle e Martino assumiu o comando da Seleção Mexicana.

Embora a clube tivesse conseguido títulos com De Boer, a equipe não teve mais a mesma intensidade que tinha sob o comando de Martino. “Queremos ganhar troféus, mas também queremos jogar de maneira que agrade”, disse Darren. “Queremos ganhar jogos e troféus em um estilo que é do Atlanta United. Quando você nos assiste, sabe que ficará empolgado. É um nível alto, mas é um nível que estabelecemos”, completou.

New York RB vs Atlanta United na MLS is Back (Reprodução/Jacob Gonzalez/ Atlanta United)

Outro motivo para a mudança foi o clima no vestiário. Em uma reportagem do The Athletic, o site retratou um grupo que não estava totalmente conectado com Frank De Boer desde o início. Isso chegou até o atacante Josef Martinez que, supostamente, teria deixado mais de uma vez o campo de treinamentos. Algo semelhante aconteceu com Leandro Gonzalez Pírez, que foi para Tijuana e retornou na MLS no Inter Miami. Pirez e outros criticaram publicamente o estilo de jogo no All-Star 2019.

Dessa forma, após a saída de Frank, quem assumiu interinamente o comando do Atlanta United foi Stephen Glass, que está mais focado em melhorar o clima com os atletas antes mesmo de fazer mudanças no estilo de jogo e na tática. “Minha mensagem de abertura para os jogadores foi meu desejo de unir o grupo novamente”, afirmou Glass. O novo técnico ainda ressaltou que, visto de fora, o grupo parecia desarticulado e que precisava de um pouco de orientação na maneira de como quer jogar.

De acordo com o Glass, o Atlanta tem grandes jogadores que são capazes de muito mais do que deram. “Para mim, o grupo precisava de gestão de pessoas um pouco diferente”, disse o técnico. “Sinto que é isso que trarei. É preciso dar liberdade a equipe”. Para Stephen, sua abordagem já está dando resultados após uma semana de trabalho. Ele afirma que assistiu um treinamento e que via uma alegria geral no rosto dos jogadores. “Eles querem trabalhar, querem melhorar como um grupo. Eu já vi isso”, completou.

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