Corinthians e Santos Laguna entram em acordo por dívida de Félix Tores; veja detalhes

Corinthians consegue levantar montante para US$6,2 milhões à vista aos Guerreros

O Corinthians está próximo de ter o transfer ban removido na FIFA. Isso porque o Timão entrou em acordo com o , da Liga MX, para pagar a dívida da transferência de Félix Torres.

Conforme apurou o Território MLS junto ao jornalista mexicano, Axel Ramirez, o aceitou remover os valores correspondentes a juros para receber o resto do montante – cerca de US$6.2 milhões – à vista.

https://x.com/ocrismoraes/status/2008930988181606787?s=20

O Timão receberá um adiantamento da LFU (Liga Forte União) para arcar com os custos da operação, e assim, voltar a ser liberado junto a FIFA para contratar novos jogadores para 2026. A informação do acordo entre clubes foi dada em primeira mão pelo jornalista do GE, Bruno Cassucci.

CORINTHIANS E SANTOS LAGUNA NUMA LONGA DISPUTA

A disputa entre Corinthians e Laguna envolvendo a dívida pela contratação do zagueiro Félix Torres tornou-se um dos casos mais emblemáticos recentes de conflito financeiro no futebol sul-americano, reunindo aspectos esportivos, jurídicos e administrativos que impactaram diretamente o planejamento do clube brasileiro.

Félix Torres foi contratado pelo Corinthians no início de 2024 após se destacar pelo Santos Laguna, do México, como um dos zagueiros mais sólidos da Liga MX. A negociação foi considerada estratégica pelo clube paulista, que buscava reforçar seu sistema defensivo com um atleta em idade competitiva e já adaptado ao futebol internacional. O acordo previa um valor total aproximado de US$ 6,5 milhões, dividido em parcelas. O Corinthians efetuou o pagamento inicial, mas passou a enfrentar dificuldades para honrar as prestações seguintes dentro dos prazos estipulados em contrato.

Com o atraso no pagamento das parcelas restantes, o Santos Laguna iniciou tentativas de cobrança direta, buscando uma solução amigável. Diante da ausência de quitação ou de um acordo formal, o clube mexicano decidiu recorrer às instâncias do futebol internacional, acionando a FIFA para cobrar o valor devido. O processo avançou, e o Corinthians foi notificado oficialmente, passando a responder judicialmente pelo débito.

Durante a tramitação do caso, o Corinthians apresentou justificativas relacionadas à sua situação financeira, mudanças administrativas e tentativas de renegociação, mas não conseguiu comprovar o cumprimento das obrigações contratuais. A FIFA, após análise, deu ganho de causa ao Santos Laguna e determinou que o clube brasileiro realizasse o pagamento integral da dívida dentro de um prazo definido, sob pena de sanções esportivas.

Como o pagamento não foi efetuado dentro do período estabelecido, o Corinthians acabou sofrendo uma das punições mais severas previstas no regulamento: o transfer ban. Essa penalidade impede o clube de registrar novos jogadores em competições oficiais enquanto a dívida não for quitada ou um acordo formal for homologado. A sanção representou um golpe significativo para o planejamento esportivo do Corinthians, que ficou limitado no mercado de transferências e passou a depender exclusivamente do elenco já registrado e das categorias de base.

O caso ganhou grande repercussão no Brasil e no México, sendo frequentemente citado como exemplo dos riscos de má gestão financeira em negociações internacionais. Além do valor principal da dívida, o montante aumentou com juros, multas e custos processuais, elevando ainda mais a pressão sobre a diretoria corintiana. Internamente, o clube passou a tratar o tema como prioridade absoluta, reconhecendo que a manutenção do transfer ban poderia comprometer temporadas inteiras.

Ao mesmo tempo, o Santos Laguna manteve postura firme, defendendo o cumprimento integral do contrato e reforçando sua posição de credor legítimo. Para o clube mexicano, o caso também serviu como sinalização ao mercado de que não abriria mão de valores acordados, independentemente do peso institucional do clube devedor.

A disputa por Félix Torres expôs fragilidades administrativas do Corinthians, reacendeu debates sobre responsabilidade financeira no futebol brasileiro e mostrou como decisões fora de campo podem ter impacto direto dentro das quatro linhas. Mais do que um simples desacordo contratual, o episódio se transformou em um símbolo das dificuldades estruturais enfrentadas por grandes clubes ao lidar com compromissos internacionais, reforçando a importância de planejamento, transparência e cumprimento rigoroso de acordos no futebol moderno.

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