Atacante brasileiro foi o principal nome ofensivo do Colorado Rapids em 2025, somou 15 gols na MLS e analisa a evolução da liga, a campanha do clube e os desafios para a próxima temporada.
Rafael Navarro encerrou a temporada 2025 da MLS como um dos principais nomes do Colorado Rapids, mesmo com a equipe ficando fora dos playoffs por critérios de desempate. Em sua terceira temporada no futebol norte-americano, o atacante brasileiro reafirmou sua importância dentro do elenco e manteve números consistentes, consolidando-se como uma das referências ofensivas do clube.
Números sólidos e protagonismo de Navarro no Colorado Rapids
Contratado no meio de 2023, Navarro soma dois anos e meio no Colorado Rapids. Nesse período, entrou em campo 89 vezes, com 33 gols e 8 assistências, números que refletem regularidade e adaptação ao futebol dos Estados Unidos. Apenas em 2025, foram 15 gols e 3 assistências em 36 jogos, sendo o artilheiro da equipe no ano.
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Apesar do bom desempenho individual, o Rapids terminou a temporada na 11ª colocação da Conferência Oeste, com 41 pontos, mesma pontuação do Real Salt Lake, nono colocado e último classificado aos playoffs. A diferença nos critérios de desempate acabou custando a vaga no mata-mata, frustrando os planos do clube de repetir a classificação obtida na temporada anterior.
Mudanças no elenco, evolução da MLS e foco em 2026
Ao longo do ano, o Colorado passou por mudanças importantes no setor criativo. A saída de Djordje Mihailovic e a chegada de Paxten Aaronson, contratado junto ao Eintracht Frankfurt, exigiram adaptações no modelo ofensivo. Ainda assim, Navarro manteve sua produção e seguiu como peça central no ataque, participando diretamente de boa parte dos gols da equipe.
Aos 24 anos, o atacante também acompanha de perto a evolução da MLS, liga que vive um momento de crescimento acelerado, impulsionada tanto por estrelas globais quanto pelo surgimento de jovens talentos. Para Navarro, a adaptação ao estilo mais intenso e direto do jogo nos Estados Unidos foi rápida, permitindo que ele encontrasse espaço para evoluir e se destacar.
Com o nome frequentemente ligado ao futebol brasileiro, o camisa 9 do Rapids mantém os pés no chão, focado no presente e no trabalho diário. A temporada 2026 surge como mais uma oportunidade de crescimento, tanto individual quanto coletivo, em um ano especial para o futebol norte-americano, que se prepara para sediar a Copa do Mundo.
Entrevista com Rafael Navarro
Como você avalia a temporada de 2025? Você tem uma ótima média de participação em gols no ano.
Rafael Navarro: A temporada de 2025 foi o resultado de muito esforço e trabalho. Me sinto realizado pelo o que consegui alcançar em questão de números, mas, mais importante, pelo o que contribui ao time. Claro que ficamos tristes pela não classificação aos playoffs, mas voltaremos fortes e preparados para alcançar os nossos objetivos.
O que projeta para a temporada 2026?
Rafael Navarro: Espero que esse ano eu possa continuar no mesmo ritmo da última temporada. Vou continuar trabalhando diariamente e entregando tudo em campo para ajudar a minha equipe com gols, assistências e muito dedicação.

Você está na liga há 2 anos e meio. Como avalia o atual nível da MLS, comparando com o período no futebol brasileiro?
Rafael Navarro: A Liga vem evoluindo bastante ao longo dos anos. Podemos ver os grandes nomes que escolheram vir jogar na MLS, como é o caso do Messi, Suárez, Jordi Alba, Thomas Muller, Son e outros. Mas, além dessas contratações de nível mundial, jovens talentos vêm aparecendo cada vez mais nos clubes. E a Liga só ganha com isso, em nível de competição e qualidade de jogo.
Sobre a diferença entre o futebol da MLS e o brasileiro, diria que nos Estados Unidos o jogo é mais rápido, de ligação. Quando cheguei, tive que me adaptar ao estilo de jogo, mas não demorou muito para entender o que eu precisaria fazer para dar certo.
O Rapids ficou muito perto da classificação aos playoffs. O que acha que faltou para dar esse salto na tabela?
Rafael Navarro: Infelizmente não conseguimos atingir o grande objetivo que era a classificação para os playoffs, como aconteceu na última temporada. Acho que faltou um pouco de regularidade, uma sequência de vitórias maior para garantir a classificação direta. A partir daí, é mata-mata e tudo pode acontecer.
O time trocou de meias durante a temporada, com a saída do Mihailovic e a chegada do Paxten Aaronson. Como está a conexão com o novo camisa 10?
Rafael Navarro: O Mihailovic é um ótimo jogador que ajudou bastante a equipe antes de ir para o Toronto. Depois, contrataram o Paxten, que veio do Frankfurt. Outro jogador muito talentoso que vai dar alegrias ao torcedor do Colorado.
Seu nome é frequentemente ligado ao futebol brasileiro. O que pensa sobre esses rumores? Voltar ao Brasil está nos seus planos?
Rafael Navarro: É gratificante ver o meu nome sendo vinculado a grandes clubes do Brasil, sinal de que estou no caminho certo. As portas estão abertas, mas o futuro deixo nas mãos de Deus. Sei que Ele vai me guiar ao melhor caminho.

2026 é ano de Copa do Mundo, e você joga no país-sede. Como está o clima nos Estados Unidos? Já se fala sobre o Mundial?
Rafael Navarro: Se usarmos a Copa do Mundo de Clubes como exemplo, dá para perceber que o futebol ainda está longe de ser valorizado da mesma forma que no resto do mundo. Muitos nem sabiam o que estava acontecendo. Mas, no caso da Copa do Mundo, acho que vai ser diferente. Vão dar mais importância, já que os EUA vão virar um dos palcos do maior evento esportivo. Não tem como fugir desse nível de grandeza.
