O Club América confirmou o bom momento na temporada 2026 ao bater o Monterrey por 1 a 0 no Estádio Ciudad de los Deportes. A vitória manteve a sequência positiva da equipe no Clausura da Liga MX e ganhou um ingrediente extra: a estreia do brasileiro Raphael Veiga, principal reforço do clube, que entrou no segundo tempo e quase deixou o dele logo nos primeiros minutos.
O resultado colocou o América em ascensão na tabela e reforçou a evolução do time comandado por André Jardine, cada vez mais sólido dentro e fora de casa.
América controla o jogo desde o início
Desde o apito inicial, o roteiro foi claro: domínio azulcrema.
Com posse de bola alta e marcação pressionante, o América empurrou o Monterrey para o campo defensivo. O meio-campo funcionou como motor da equipe, recuperando bolas rápidas e sustentando o volume ofensivo.
Pontos fortes da atuação:
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Pressão pós-perda eficiente
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Controle territorial
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Saída de bola limpa
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Compactação entre linhas
O Monterrey teve dificuldade para conectar passes no ataque. Isolado, o setor ofensivo pouco produziu.
Gol de Zendejas muda o jogo
A superioridade virou vantagem no placar aos 64 minutos.
Alejandro Zendejas recebeu fora da área e soltou uma pancada. A bola morreu no fundo da rede. Golaço. Sem chance para o goleiro.
Além de decisivo, o lance teve peso simbólico. Foi o primeiro gol do jogador após retornar de lesão — resposta imediata dentro de campo.
Depois do 1 a 0, o jogo abriu. O Monterrey precisou sair mais. E foi aí que entrou o novo protagonista da noite.
Raphael Veiga estreia e muda o ritmo
Aos 66 minutos, André Jardine chamou Raphael Veiga. Era a primeira aparição oficial do brasileiro com a camisa do América na Liga MX.
Mesmo com pouco tempo, a diferença técnica apareceu rápido.
Veiga entrou flutuando entre linhas, oferecendo passe vertical e visão de jogo. Em uma de suas primeiras ações, infiltrou na área e finalizou com perigo, criando chance clara de gol.
Quase a estreia perfeita.
O que chamou atenção na estreia:
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Mobilidade para buscar jogo
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Leitura de espaços curtos
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Qualidade no passe decisivo
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Entrosamento imediato
Para quem acabou de chegar, impacto alto. Mostrou personalidade e assumiu responsabilidade ofensiva.
Monterrey tenta reagir, mas esbarra na defesa
Depois das mudanças, o Monterrey avançou as linhas. Tentou pressão final.
Mas encontrou um América organizado.
A defesa manteve posicionamento firme, venceu duelos aéreos e bloqueou finalizações. Quando teve a bola, o time de Jardine esfriou o jogo com posse inteligente.
Nada de chutão. Administração clássica de vantagem curta.
Força em casa segue intacta
O triunfo reforça um dado importante: o América segue dominante como mandante contra o Monterrey.
A equipe não perde para o rival em casa, em jogos oficiais, desde 2020. Um tabu que pesa psicologicamente e fortalece o ambiente no Ciudad de los Deportes.
Sequência positiva e subida na tabela
Com o resultado, o América chegou à terceira vitória consecutiva no Clausura 2026.
A arrancada recente já refletiu na classificação:
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Subida para o 8º lugar geral
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Aproximação da zona alta
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Melhor momento na temporada
O time cresce na hora certa, ajustando defesa e aumentando repertório ofensivo.
Veiga amplia leque ofensivo do América
A chegada de Raphael Veiga adiciona uma camada técnica que o elenco ainda buscava.
Meia de criação, chegada na área e chute de média distância, ele oferece soluções contra defesas fechadas — cenário comum na Liga MX.
Impactos táticos esperados:
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Mais passes verticais
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Bola parada qualificada
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Alternativa ao jogo pelos lados
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Finalização de fora da área
Se repetir o nível mostrado na estreia, tende a virar peça central do sistema de Jardine.
O que vem pela frente
Com calendário apertado entre Liga MX e competições continentais, o América precisará rodar elenco. A adaptação rápida de reforços vira diferencial.
Olhos voltados para:
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Minutagem crescente de Veiga
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Consolidação do meio-campo titular
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Manutenção da solidez defensiva
