Garrinsha, do Haiti ao Bangu: entrevista exclusiva com o destaque haitiano do Carioca

Garrinsha, do Haiti ao Bangu: entrevista exclusiva com o destaque haitiano do Carioca

Garrinsha brilha neste início de temporada com a camisa do Bangu no Campeonato Carioca O Território MLS apresenta uma entrevista especial fora do tradicional eixo Estados Unidos–México, direto da Zona Norte do Rio de Janeiro. O convidado é Garrinsha, jogador haitiano de 24 anos, atualmente no Bangu, e um dos destaques do Campeonato Carioca. Em … Ler mais

FC Cincinnati acerta contratação do zagueiro Kyle Smith e reforça experiência defensiva

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O FC Cincinnati anunciou nesta quarta-feira a contratação do zagueiro Kyle Smith, que estava livre no mercado após encerrar seu contrato com o Orlando City. O defensor assinou vínculo válido até a temporada 2026 da Major League Soccer, com opção de renovação até junho de 2027. A chegada de Smith reforça o setor defensivo do … Ler mais

Philadelphia Union renova com Ben Bender e reforça continuidade após título do Supporters’ Shield

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O Philadelphia Union anunciou nesta quarta-feira a renovação de contrato do meio-campista Ben Bender até junho de 2027, com opção de extensão até junho de 2028. A decisão confirma a aposta do clube na continuidade do elenco após a conquista do Supporters’ Shield de 2025, prêmio concedido ao time de melhor campanha da temporada regular … Ler mais

Portland Timbers anuncia contratação do zagueiro Alex Bonetig

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O Portland Timbers reforçou sua defesa para as próximas temporadas da Major League Soccer. O clube anunciou nesta quarta-feira a contratação do zagueiro Alex Bonetig, de 23 anos, que defendia o Western Sydney Wanderers, da primeira divisão do futebol australiano. O defensor assinou contrato válido até a temporada 2027-28 da MLS, com opção de renovação … Ler mais

Rafael Navarro se consolida no Colorado Rapids e projeta 2026 em entrevista ao TMLS

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Atacante brasileiro foi o principal nome ofensivo do Colorado Rapids em 2025, somou 15 gols na MLS e analisa a evolução da liga, a campanha do clube e os desafios para a próxima temporada. Rafael Navarro encerrou a temporada 2025 da MLS como um dos principais nomes do Colorado Rapids, mesmo com a equipe ficando … Ler mais

Com passagem pelo Palmeiras, novo técnico do LAFC, Marc dos Santos compara o futebol do Brasil e MLS

Marc dos Santos com os donos do LAFC em Los Angeles (Celso Oliveira / Territorio MLS)

A passagem de Marc dos Santos pelo futebol brasileiro segue influenciando diretamente sua visão de trabalho na Major League Soccer. Em entrevista recente, o treinador explicou como a competitividade vivida no Brasil moldou sua mentalidade profissional — e por que esse aprendizado pode ser determinante para elevar o nível de exigência dentro da MLS.

Segundo Marc, o período no país foi relativamente curto, mas profundamente transformador. Foram cerca de três anos inserido em um ambiente de cobrança diária, onde resultado imediato é regra e treinadores estrangeiros raramente recebem margem para adaptação prolongada.

Fora da zona de conforto desde o primeiro dia

Marc chegou ao Brasil por meio do Desportivo Brasil e acredita que teria permanecido no país não fossem problemas legais enfrentados pelo clube à época, relacionados a irregularidades no mercado de jogadores. Ainda assim, o impacto da experiência foi duradouro.

Marc dos Santos conduz entrevista com repórteres em Los Angeles (Celso Oliveira / Territorio MLS)

Ele relembra que se adaptou rapidamente à cultura local, em um momento em que treinadores estrangeiros começavam a ganhar espaço no futebol brasileiro. O convívio com atletas do país foi determinante para sua formação. Para Marc, o jogador brasileiro carrega uma mentalidade competitiva difícil de replicar.

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“A ideia de que o único jogo que importa é o próximo veio do Brasil”, explicou. “Você se prepara para cada partida como se fosse a última.”

Essa abordagem, segundo ele, redefiniu sua forma de trabalhar. O futebol brasileiro o tirou da zona de conforto, exigiu resiliência e o obrigou a lidar com pressão constante — dentro e fora de campo.

Palmeiras, pressão e aprendizado institucional

Após a experiência inicial, Marc viveu um dos contextos mais exigentes de sua carreira ao trabalhar em uma instituição do porte do Palmeiras. A chegada não foi simples. Houve resistência, desconfiança e críticas abertas, especialmente por se tratar de um treinador estrangeiro.

O cenário, no entanto, se transformou em aprendizado. Marc afirma que foi nesse ambiente que desenvolveu ferramentas essenciais para gerir pressão, filtrar ruídos externos e manter foco absoluto em objetivos internos — competências que hoje considera indispensáveis para o alto rendimento.

MLS e futebol sul-americano: um degrau ainda existe

Ao avaliar o nível atual da MLS em comparação ao futebol sul-americano, Marc adota um discurso direto e sem ilusões. Ele acredita que os principais times da liga norte-americana já conseguem competir com equipes do continente, especialmente fora do topo da elite.

No entanto, quando o recorte se restringe aos grandes clubes sul-americanos, o treinador reconhece que ainda há diferença. O exemplo mais claro, segundo ele, foi o confronto contra o Flamengo no Mundial de Clubes.

“O resultado foi um empate, mas em termos de jogo eles estavam um nível acima”, afirmou. “E reconhecer isso é importante, porque mostra onde queremos chegar.”

Para Marc, a MLS já consegue enfrentar alguns clubes da Série A do Brasil em igualdade de condições. O que ainda falta é constância para competir, jogo a jogo, com a elite máxima do futebol sul-americano.

O papel do treinador no desenvolvimento do LAFC 2

Além do time principal, Marc também destacou sua atuação no desenvolvimento de jovens atletas dentro da estrutura do clube. Segundo ele, a definição dos principais talentos é uma responsabilidade compartilhada com o técnico do MLS Next e com o diretor da academia.

O processo envolve reuniões frequentes para identificar quatro ou cinco jogadores considerados prospects. Esses atletas passam a ser monitorados de perto e, em muitos casos, integrados à pré-temporada do elenco principal.

A lógica, explica Marc, é criar uma ponte real entre base e profissional, garantindo que o desenvolvimento técnico venha acompanhado de maturidade competitiva — algo que ele aprendeu a valorizar justamente no futebol brasileiro.

 

Antony Alves projeta 2026 em entrevista exclusiva para o Território MLS “Estou 100% adaptado”

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Antony ganha protagonismo no Portland Timbers em 2025 e projeta evolução para 2026 A temporada de 2025 marcou um ponto de virada para Antony Alves no Portland Timbers. Em seu terceiro ano no clube, o atacante brasileiro viveu o período de maior regularidade desde a chegada à MLS, assumindo um papel mais central no funcionamento … Ler mais

Luiz Muzzi explica a evolução da MLS, scouting na América do Sul e o que esperar dos EUA na Copa do Mundo 2026

Capa da arte Luiz Muzzi entrevista

Poucos brasileiros conhecem a Major League Soccer tão profundamente quanto Luiz Muzzi. São mais de 30 anos vivendo o futebol norte-americano por dentro: participou da criação da liga, atravessou os períodos de instabilidade, liderou projetos pioneiros de multi-club ownership, foi peça-chave no FC Dallas e, mais recentemente, comandou por sete temporadas o Orlando City — onde conquistou a U.S. Open Cup, estruturou um departamento esportivo moderno e viu a academia do clube se tornar referência nacional.

Recém-saído do Orlando City, Muzzi está ouvindo propostas — da MLS, da Europa, da América do Sul e até de organismos internacionais.

Estou aberto. Mas meu “arroz-com-feijão” é na América do Norte e na América do Sul.

Nesta entrevista ao Território MLS, Muzzi discute os bastidores de sua jornada, explica a evolução histórica da Major League Soccer e detalha como funciona o scouting na América do Sul.

“O jogador vem pra MLS, aprende inglês, sai da zona de conforto, enfrenta viagens longas e ritmos diferentes. Depois, vai pra Europa mais preparado.”

Luiz ainda discute a rivalidade com a Liga MX, analisando o seu futuro na MLS ou talvez fora dela. O resultado é um panorama raro — contado por alguém que esteve em todas as fases da construção da liga.

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Luiz Muzzi: dos tempos experimentais à consolidação pós-Beckham

Muzzi viveu a MLS desde o primeiro minuto. Ele testemunhou a criação da liga e participou dos primeiros desenhos estruturais. Relembrar o passado é, inevitavelmente, comparar com o presente.

Nos anos iniciais, a MLS buscava identidade. O futebol competia por espaço com esportes já consolidados; os clubes dispunham de estruturas mínimas e até as regras variavam.

A liga não tinha empate”, recorda. “Havia disputa 1×1, no estilo de hóquei: o jogador partia do meio-campo para tentar marcar. Era tudo muito experimental.”

Além das adaptações competitivas, havia crises institucionais. Uma ação judicial no fim dos anos 1990 quase encerrou a liga, seguida da contratação de Tampa Bay Mutiny e Miami Fusion, na Flórida, que deixaram de existir por inviabilidade financeira. Apenas três grupos mantiveram a MLS viva — Galaxy, FC Dallas (família Hunt) e New England Revolution (Robert Kraft).

Salvadores da MLS! O proprietário do New England Revolution, Robert Kraft, e o proprietário do FC Dallas, Clark Hunt, falam antes de um jogo no Gillette Stadium em 2023 em Foxborough, Massachusetts. (Foto de Maddie Meyer/Getty Images)
Salvadores da MLS! O proprietário do New England Revolution, Robert Kraft, e o proprietário do FC Dallas, Clark Hunt, falam antes de um jogo no Gillette Stadium, em 2023, em Foxborough, Massachusetts. (Foto de Maddie Meyer/Getty Images)

A virada veio com David Beckham, em 2007.

Com o Beckham, a MLS deixou de ser uma liga 1.0 e virou uma 2.0”, diz Muzzi. A chegada do astro inglês acelerou a profissionalização, atraiu a mídia global e abriu portas para contratações de alto impacto.

Mas, para ele, a transformação real veio de processos silenciosos: academias, investimentos constantes e uma visão de longo prazo.

Tem grupo aqui que investe há mais de 30 anos. Isso não existe em outros mercados.


O salto de qualidade: estruturas, academias e a nova percepção mundial

Por décadas, clubes operavam quase sem categorias de base. A obrigatoriedade de academias mudou tudo.

“É difícil até imaginar, mas por muitos anos não existia uma academia estruturada”, diz Muzzi.

O impacto está nas seleções, nas vendas e na percepção externa. Jogadores como McKennie, Pepi, Aaronson, Adams e tantos outros surgiram dessa nova realidade.

Para Muzzi, isso explica a mudança de como a MLS é vista internacionalmente:

O jogador vem pra MLS, aprende inglês, sai da zona de conforto, enfrenta viagens longas e ritmos diferentes. Depois, vai pra Europa mais preparado.

E o fluxo inverso também cresceu: brasileiros e argentinos buscando jogadores na MLS com cada vez mais frequência.

“Quando um jogador sai da MLS e não funciona, culpam a liga. Quando um brasileiro vai pra Europa e não rende, ninguém culpa o Brasil. Scouting não é matemática.”


A MLS hoje: comparações com Europa e Brasil

Luiz Muzzi foi direto sobre o nível da MLS em 2025:

Coloque os melhores times da MLS em qualquer liga do mundo: não passam vergonha. No Brasil, não seriam rebaixados. Na Espanha, competiriam bem contra a maioria.

O preconceito, segundo ele, vem de quem não acompanha.

O pessoal fala sem ver jogo. É impressionante.


Regras, Salary Cap e o eterno debate do rebaixamento

A crítica comum à MLS é a ausência de rebaixamento. Muzzi vê como característica cultural — não como problema.

Querem uma liga em que só dois disputam o título todo ano? Ou uma em que todo mundo começa acreditando que pode ser campeão?

Ele cita exemplos recentes: Vancouver finalista, San Diego semifinalista no primeiro ano, Columbus campeão com o melhor futebol.

“Isso não existe em ligas de desigualdade financeira.”

O Salary Cap, as regras salariais da liga, para ele, devem evoluir, mas com responsabilidade:

“Tem que abrir mais, mas não pode virar festa. Se virar bagunça, os clubes quebram.”


A mudança de calendário: aproximação ao modelo europeu

A adoção do calendário agosto–maio em 2027 será, na visão de Muzzi, transformadora:

  • melhor integração com janelas internacionais;
  • mais competitividade na Concacaf Champions Cup;
  • negociações facilitadas;
  • ecossistema mais profissional.

É uma mudança histórica”, concluiu. 

MLS x Liga MX: por que o México ainda domina?

A diferença hoje, segundo ele, é mais cultural do que técnica.

O time mexicano entra com faca nos dentes. É mentalidade de Libertadores.

Muzzi lembra a final perdida pelo Columbus e episódios de catimba — mas também destaca que, na Leagues Cup, o cenário se inverte e a MLS domina.

A MLS não deve mais nada ao México. A diferença é mínima.


No Orlando City: reconstrução, playoffs consecutivos e legado

Quando chegou ao Orlando em 2019, Muzzi encontrou instabilidade e pouca estrutura. O primeiro ano foi de diagnóstico; o restante, de reconstrução.

De 2020 a 2025, o clube foi o único da MLS a ir aos playoffs em todas as temporadas, conquistou a US Open Cup de 2022, se modernizou e virou referência em academia.

Hoje, o Orlando está entre as três melhores academias do país. Talvez a melhor. E já ultrapassou o Dallas.

Ele destaca Alex Freeman e elogia Ricardo Moreira:

Trabalhamos lado a lado todos esses anos. Um craque.

Ricardo Moreira com a camisa do Orlando City (@ricomoreira/Instagram)
Ricardo Moreira assumiu o papel de diretor de futebol do clube com a transição de Muzzi no Orlando City (@ricomoreira/Instagram)

Scouting na América do Sul, College, Draft e a MLS Next Pro

O Orlando estruturou presença clara no continente:

  • chefe de scouting argentino;
  • auxiliar brasileiro;
  • olheiros na Argentina e Brasil;
  • foco de scouting total em mercados mais produtivos: Brasil, Argentina, Uruguai, Colômbia, Equador, Chile, Paraguai, Peru.

Hoje existe mão dupla. Sul-americanos vêm para MLS; brasileiros levam jogadores da MLS. Isso é novo.

Diferentemente do Brasil, o sistema norte-americano, diz Muzzi, oferece múltiplos caminhos. Exemplos:

Daryl Dike, Duncan McGuire, Kamal Miller — todos via Draft.

A MLS Next Pro fechou um buraco antigo:

Antes não existia sub-20. Era um buraco de desenvolvimento. Agora tem plataforma intermediária.


E os EUA na Copa de 2026?

Os EUA podem ir longe. Não é mais zebra. É realidade.

Para ele, o desafio será equilibrar atletas da MLS e da Europa.

No fim, a conversa com Luiz Muzzi deixou claro que a MLS não cresceu por acaso. Cresceu sob a visão de bilionários como Kraft e Hunt, bancando períodos de perda, investimento bruto em estádios, scouting e profissionalização de técnicos e staffing, tudo isso para trazer estabilidade e um método único que condiz com a cultura competitiva do futebol norte-americano.

E, para quem viveu 30 anos dessa história, uma certeza permanece:

A MLS não chegou ao auge — está só começando.


Thiago Martins projeta final da Conferência Leste contra Messi e destaca fase “crescente” do NYCFC na MLS

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Zagueiro vai pra sua 2ª final de Conferência com o clube nova-iorquino Às vésperas da final da Conferência Leste da MLS, o zagueiro Thiago Martins afirmou que o New York City vive seu melhor momento na temporada e chega confiante para enfrentar o Inter Miami de Lionel Messi, neste sábado (29), em jogo único na … Ler mais

Felipe Andrade: Afirmação no Houston Dynamo e admiração por Marcelo, Ganso

Felipe Andrade / (Felipe Andrade Instagram)

Em entrevista exclusiva ao Território MLS, o jovem defensor, cria do Fluminense, fala sobre o início no Fluminense, o aprendizado com Fernando Diniz, a experiência de disputar a Libertadores e o processo de adaptação ao futebol norte-americano.


Resiliência desde a base no Fluminense

Felipe Andrade, mesmo jovem, já construiu uma trajetória marcada por resiliência. Aos 15 anos, deixou o seu estado para se integrar à base do Fluminense — um passo decisivo que moldaria sua carreira.

“Cheguei ao clube com 13 anos e fui crescendo dentro do sistema, evoluindo a cada categoria. A base foi essencial para o meu desenvolvimento e para eu conseguir chegar ao profissional, o que aconteceu em 2021”, relembra o zagueiro.

A transição para o elenco principal coincidiu com a chegada de Fernando Diniz, técnico conhecido pela intensidade e ritmo acelerado de jogo. “No começo, senti a diferença, principalmente na parte física e técnica. O jogo era mais veloz, o contato maior, e precisei me adaptar. Mas com o tempo ganhei confiança e entendi melhor o estilo da equipe.”


Aprendizado com Fernando Diniz

A convivência com Diniz deixou marcas profundas em seu estilo de jogo.

“Ele é um treinador de altíssimo nível, com uma forma de jogar muito diferente, baseada na posse de bola e no controle do jogo. Cobra muito, mas também sabe conversar, passa confiança e te faz evoluir a cada treino”, explica Felipe.

Segundo o defensor, entender o “tempo” do jogo foi uma das maiores lições: “Ter paciência com a bola, saber quando acelerar e quando manter a posse — isso é o que ele mais valoriza. Depois que você se adapta, cresce muito.”


Libertadores e convivência com ídolos

Aos 20 anos, Felipe já havia vivido o que muitos sonham: jogar uma Libertadores e conquistar o título ao lado de lendas do futebol.

“Treinar e jogar com o Ganso, o Marcelo, o Felipe Melo… foi uma experiência enorme. Eles têm uma carreira incrível e ajudam muito os mais jovens. Observar esses caras no dia a dia foi uma aula”, comenta.

O título continental de 2023 marcou definitivamente seu nome na história tricolor. “Foi um ano maravilhoso, que vai ficar para sempre na minha memória e na do clube.”


Chegada à MLS e novo desafio no Houston Dynamo

A mudança para os Estados Unidos surgiu de forma natural, mas exigiu adaptação.

“A proposta chegou através do meu empresário. O Houston já vinha me observando e aceitamos o empréstimo, porque eu queria jogar mais. Aqui é outro futebol, outra cultura. No começo foi difícil, comecei na equipe reserva, treinando e me adaptando ao ritmo da liga”, conta.

O processo foi gradual, mas recompensador. “Com o tempo, o treinador começou a me dar mais oportunidades, inclusive em amistosos antes da temporada. Quando chegou minha estreia, pude jogar, ajudar a equipe e ganhar confiança. Esse período foi essencial para conquistar espaço no elenco principal e evoluir como jogador.”


A visão sobre a MLS e o estilo de jogo

Felipe já observava a Major League Soccer de longe, mas a vivência confirmou o que esperava.

“Eu já acompanhava alguns jogos e sabia que era um campeonato forte e muito físico. Depois que cheguei, percebi o quanto é competitivo. A liga cresce a cada temporada, com jogadores de alto nível e uma intensidade enorme.”

Ele destaca também o papel de compatriotas na adaptação. “Tive muita ajuda de jogadores brasileiros como o Arthur Júnior Russo, que me deram dicas sobre os jogos e o estilo da liga. A MLS é mais direta, enquanto o Brasileirão é mais técnico e cadenciado. Aqui você precisa pensar e agir rápido.”


Um defensor com alma ofensiva

Mesmo atuando na defesa, Felipe é conhecido pela chegada ao ataque. “Minha versatilidade vem de jogar como zagueiro e lateral no Fluminense. Aqui no Houston, o técnico Ben Olsen incentiva bastante esse lado ofensivo — subir, criar jogadas e buscar gols. Ele sempre pede que eu mantenha essa característica, ajudando a equipe em várias fases do jogo.”


Olho no futuro

Ainda em fase de consolidação na MLS, Felipe Andrade demonstra maturidade incomum para a idade. Da base de Xerém à disputa de uma Libertadores e agora em destaque no Houston Dynamo, o zagueiro brasileiro segue traçando um caminho guiado por aprendizado, humildade e evolução constante.

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