Início de temporada pesa para americanos na Champions

Sempre que se inicia uma nova temporada e os resultados não acontecem, uma explicação é quase unânime entre todos os clubes e profissionais do futebol: falta de ritmo de jogo. Por vezes, isso pode ser apenas uma desculpa para justificar elencos ruins, falta de planejamento e etc. Mas no caso do americanos que disputam a CONCACAF Champions League de 2020, a tal falta de ritmo pode ser uma explicação plausível.

Se você acompanhou apenas os resultados das partidas de ida das oitavas de final da atual edição da Champions das Américas, percebeu que os americanos conquistaram apenas uma vitória em cinco jogos. É verdade que o fato de jogar fora de casa também pesou, pois traz um fator de dificuldade ainda maior, porém, algo mais chamou a atenção: Ritmo. Foi visível, agora para quem acompanhou os jogos, como faltou perna para as equipes da MLS na segunda etapa para reagir diante dos adversários. Até mesmo o NYCFC, que venceu o modesto San Carlos da Costa Rica, teve dificuldades. O City chegou a estar vencendo por 4-1, mas permitiu que o adversário diminuísse para 4-3, antes de marcar seu quinto e último gol e dar números finais ao jogo.

Contra o León, o LAFC até teve mais posse de bola e criou chances, mas com apenas dois chutes ao gol, caiu em solo mexicano por 2-0. O Atlanta United sequer foi capaz de vencer o Motagua, do Panamá, que teve mais a bola durante todo o confronto. Só não foi pior que o Montreal Impact e que o Seattle Sounders, que abriram 2-0 e sofreram o empate, perdendo a chance de levar uma grande vantagem pra casa. Um número interessante que corrobora a tese é de que, até o minuto 62 das partidas, em uma média geral, os times da MLS marcaram nove gols e sofreram apenas três. Daí até o apito final, o cenário se inverteu ridiculamente! Os americanos marcaram apenas um gol e levaram sete tentos! Clara falta de ritmo, perna e concentração.

Sounders abriu 2×0 mas acabou cedendo o empate na Costa Rica. (Divulgação/Twitter Sounders FC)

Nós jogos de volta, que acontecem na próxima semana, os americanos decidem em casa e são favoritos para avançar. No entanto, o fato de ainda estar em pré temporada, enquanto todos os outros norte-americanos já iniciaram a reta final da temporada, pesou e tem pesado. Obviamente não é a única explicação para a falta de títulos dos Estados Unidos na competição, mas com certeza é uma delas. Uma liga que ainda está próxima de completar 25 anos de existência tem um longo caminho a percorrer. Enquanto a MLS nascia, o México já tinha sediado duas copas do mundo. De qualquer forma, as férias na liga norte-americana são longas e as equipes acabam estreando na ConcaChampions sem sequer ter feito um jogo competitivo na temporada. Esse fator acaba igualando a qualidade dos elencos americanos com o de equipes menores, como do Panamá e da Costa Rica, por exemplo, e escancara a superioridade técnica dos Mexicanos.

Se quiser sonhe com dias melhores na maior competição Inter-clubes da América do Norte, a MLS precisa colocar seus clubes em nível competitivo e quanto antes na temporada para evitar surpresas.

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