O técnico Jesse Marsch deu mais um passo importante na preparação da seleção canadense para a Copa do Mundo da FIFA de 2026. Nesta semana, o treinador anunciou uma lista de 20 jogadores convocados para o período de treinamentos de janeiro, com forte presença da Major League Soccer (MLS). Ao todo, 15 atletas atuam na liga norte-americana, reforçando a aposta no desenvolvimento local.
A convocação mistura juventude, jogadores em ascensão e nomes já consolidados no elenco nacional. O objetivo é claro: ampliar o leque de opções, avaliar novos perfis e manter o padrão físico e tático exigido para o ciclo do Mundial, que será disputado em casa por Canadá, Estados Unidos e México.
Camp Poutine is a GO 🇨🇦✅#CANMNT Squad Named for January: Canada’s “Road to 2026” Begins with Training Camp and Match v. Guatemala
Due to the January camp falling outside an official FIFA window and in recognition of both player and club needs ahead of their respective… pic.twitter.com/UnR8zMBmmH
— CANMNT (@CANMNT_Official) January 6, 2026
MLS como base do projeto canadense
A predominância de atletas da MLS não é acaso. Marsch conhece bem a liga, seu ritmo intenso e o calendário apertado. Para um período de treinos fora da data FIFA, faz sentido apostar em jogadores que já estão em atividade no continente e se encaixam rapidamente no modelo de jogo.
Além disso, o Canadá vive um momento de consolidação da sua identidade futebolística. Menos improviso, mais continuidade. A base doméstica garante entrosamento, competitividade e leitura tática mais uniforme.
Goleiros: disputa aberta por espaço
O setor defensivo começa pelo gol, e Marsch chamou dois nomes que buscam afirmação no cenário internacional:
Goleiros (2)
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Luka Gavran – Toronto FC
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James Pantemis – Portland Timbers
Ambos atuam na MLS e entram no radar como opções para compor o grupo a médio prazo. Com a posição ainda aberta para o futuro, cada treino conta.
Defesa numerosa e versátil
O treinador convocou oito defensores, apostando em atletas que podem atuar em mais de uma função, algo essencial no futebol moderno.
Defensores (8)
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Noah Abatneh – Atlético Ottawa
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Zorhan Bassong – Sporting Kansas City
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Matteo de Brienne – GAIS
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Richie Laryea – Toronto FC
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Jahkeele Marshall-Rutty – CF Montréal
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Kamal Miller – Portland Timbers
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Ralph Priso – Vancouver Whitecaps FC
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Joel Waterman – Chicago Fire FC
O destaque fica para Richie Laryea e Kamal Miller, nomes mais experientes do grupo. Já Marshall-Rutty e Abatneh representam a renovação, com foco em intensidade e capacidade de recomposição.
Meio-campo: equilíbrio entre força e criatividade
O meio-campo é o setor mais numeroso da convocação, com sete jogadores. A lista mescla atletas de marcação, chegada à frente e boa leitura de jogo.
Meio-campistas (7)
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Jeevan Badwal – Vancouver Whitecaps FC
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Mathieu Choinière – LAFC
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Marcelo Flores – Tigres UANL
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Shola Jimoh – Inter Toronto FC
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Jayden Nelson – Austin FC
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Jonathan Osorio – Toronto FC
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Jacob Shaffelburg – LAFC
Aqui, o nome mais consolidado é Jonathan Osorio, referência técnica e liderança no elenco. Marcelo Flores, único fora da MLS no setor, agrega experiência internacional ao grupo. Já Shaffelburg e Choinière oferecem intensidade pelos lados e chegada ao ataque.
Ataque jovem e em observação
No setor ofensivo, Marsch optou por três nomes, todos jovens e ainda em fase de afirmação.
Atacantes (3)
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Tiago Coimbra – Halifax Wanderers FC
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Rayan Elloumi – Vancouver Whitecaps FC
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Jacen Russell-Rowe – Columbus Crew
O objetivo aqui é simples: observar. O treinador quer entender quem pode oferecer profundidade, pressão alta e leitura de espaço, características-chave do seu modelo de jogo.
Preparação sem atalhos
Este período de treinos não define titulares nem fecha grupo para a Copa do Mundo. Serve para construir base, testar variações e manter o padrão competitivo. Marsch segue uma linha tradicional: elenco forte se faz com repetição, cobrança e meritocracia.
A mensagem é clara para quem ficou fora e para quem foi chamado. Nome não joga. Entrega, sim.
Com a MLS cada vez mais presente no projeto da seleção canadense, o caminho parece bem definido. Menos promessa vazia, mais trabalho. É assim que seleções crescem — e é assim que o Canadá quer chegar em 2026.
