CF Montreal e Chicago Fire fizeram um jogo muito tático no Saputo Stadium pela MLS 2026. Mesmo tendo mais posse de bola, finalizações e pressão ofensiva durante boa parte da partida, a equipe canadense parou em uma atuação absurda de Chris Brady e acabou derrotada por 2 a 0.
Os gols do Chicago Fire foram marcados por Philip Zinckernagel e Hugo Cuypers, que chegou ao 13º gol na MLS e à marca de 10 jogos consecutivos balançando as redes.
📝 Como foi o jogo
O Montreal entrou em campo no Saputo Stadium tentando repetir o padrão das últimas semanas: pressão alta, intensidade e linhas avançadas.
Mas rapidamente encontrou um Chicago Fire extremamente organizado e muito confortável sem a bola. E muito disso passou pelos pés de Joel Waterman.
Ex-jogador do Montreal, o canadense atuou como volante e foi fundamental para controlar o meio-campo, subir as linhas do Fire e quebrar a pressão da equipe canadense durante praticamente toda a partida.
Logo aos 10 minutos, Waterman roubou a bola no meio-campo e acionou Philip Zinckernagel, que partiu em jogada individual, deixou Brayan Vera para trás e finalizou rasteiro, levando muito perigo ao gol de Thomas Gillier.
Pouco depois, o Montreal voltou a sofrer exatamente com aquilo que costuma propor ofensivamente: sua linha alta.
Trabalhando a bola no campo defensivo, a equipe canadense foi pressionada até Viktor Radojević receber livre pelo lado e encontrar um lindo passe para Maren Haile-Selassie. O suíço cruzou rasteiro para a área e Brayan Vera afastou MUITO mal, deixando a bola limpa para Hugo Cuypers, que teve calma para deixar para Zinckernagel abrir o placar.
Depois do gol, a partida esfriou bastante. O Montreal teve dificuldades para responder ofensivamente e continuou sofrendo com a intensidade do Chicago Fire no meio-campo.
Já na reta final da primeira etapa, novamente pressionado no campo defensivo, o Montreal errou passes curtos e viu Joel Waterman interceptar mais uma jogada perigosa, terminando em finalização de Hugo Cuypers para defesa tranquila de Gillier.
Mas antes do intervalo, o Montreal finalmente conseguiu criar seus melhores momentos.
Prince Owusu puxou um contra-ataque e encontrou Iván Jaime, que partiu para cima da marcação e finalizou forte para ótima defesa de Chris Brady.
Logo depois, Wikelman Carmona cobrou uma falta muito perigosa, por dentro da barreira, obrigando Brady a fazer mais uma grande intervenção.
O segundo tempo começou completamente diferente.
O Montreal voltou MUITO mais agressivo e passou a pressionar o Chicago Fire praticamente dentro da área.
Logo no início, Iván Jaime e Matthew Longstaff trabalharam curto no escanteio até Noah Streit, que havia acabado de entrar, finalizar com MUITO perigo para mais uma grande defesa de Chris Brady.
Na sequência, após várias divididas dentro da área, a bola sobrou para Brayan Vera, que acertou uma ótima finalização de primeira, novamente parando no goleiro do Chicago Fire.
Só que em meio à pressão canadense, o Fire mostrou novamente sua eficiência absurda em transição ofensiva.
Zinckernagel recebeu livre entre as linhas e encontrou um passe perfeito para Hugo Cuypers, que não costuma desperdiçar.
O belga marcou seu 13º gol na MLS 2026, ampliando ainda mais sua artilharia isolada da competição. Além disso, Cuypers chegou à impressionante marca de 10 jogos consecutivos marcando pela MLS.
Mesmo após o segundo gol, o Chicago continuou encontrando espaços nas costas da defesa do Montreal.
Em novo lançamento por cima da linha alta canadense, Cuypers recebeu livre e finalizou com perigo para defesa de Gillier.
Já nos acréscimos, Gillier tentou acelerar o jogo com um lançamento direto, mas o Montreal perdeu mais uma bola e viu Cuypers partir em velocidade, driblando praticamente toda a defesa antes de finalizar mal, já desequilibrado, para defesa tranquila do goleiro chileno.
Mantendo sua proposta ofensiva até o fim, o Montreal ainda contou com o retorno do jovem Hennadiy Synchuk, promessa ucraniana da equipe, que entrou muito bem e fez um lindo cruzamento para Daniel Ríos.
Mas novamente Chris Brady apareceu com uma defesa espetacular para fechar sua grande atuação e confirmar a vitória do Chicago Fire no Saputo Stadium.
📊 Estatísticas da partida
Posse de bola: Montreal 60% x 40% Chicago Fire
Finalizações: 15 x 11
Finalizações no gol: 5 x 4
xG: 0.96 x 1.08
Escanteios: 16 x 3
⭐ Destaques da partida
🥇 Chris Brady
O grande nome da partida. Se não fosse o goleiro do Chicago Fire, o Montreal poderia ter empatado ainda no primeiro tempo e até virado o jogo no início da segunda etapa. Brady terminou a partida com cinco defesas, sendo três dentro da área, além de evitar 1.03 gols esperados. Uma atuação gigantesca do jovem goleiro.
🔥 Philip Zinckernagel
O dinamarquês foi excelente principalmente no primeiro tempo. Participou muito do jogo, criou espaços constantemente e marcou o primeiro gol da partida. No segundo tempo, mesmo caindo um pouco de rendimento antes de sair, ainda conseguiu dar a assistência para o gol de Hugo Cuypers, que novamente decidiu a partida para o Chicago Fire. Se Zinckernagel dominou ofensivamente o primeiro tempo, Cuypers assumiu completamente o protagonismo ofensivo da equipe na etapa final, chegando ao seu 13º gol na MLS e ao incrível número de 10 jogos consecutivos marcando pela competição.
❌ Destaque negativo: Brayan Vera
O zagueiro teve uma noite muito complicada. No primeiro gol, afastou MUITO mal a bola e praticamente entregou a jogada para o Chicago Fire abrir o placar. Já no segundo, novamente participou negativamente, deixando Hugo Cuypers escapar nas suas costas para marcar.
📉 O que o resultado significa
O Montreal permanece com 13 pontos e cai para a 12ª colocação da Conferência Leste.
E curiosamente, essa derrota lembrou bastante várias partidas da época de Marco Donadel: um time que joga bem, cria momentos ofensivos, mantém sua identidade, mas acaba derrotado.
A grande diferença é que agora o Montreal já conseguiu construir uma sequência positiva sob comando de Phillipe Eullaffroy, o que trouxe um respiro importante na tabela e mantém viva a esperança por uma vaga nos playoffs.
Por isso, apesar da derrota, o sentimento não é de desespero.
O Montreal não precisa abandonar sua ideia de jogo. Pelo contrário. O mais importante agora é entender que essa partida disse muito mais sobre o ótimo trabalho de Greg Berhalter neutralizando a pressão alta canadense do que sobre uma execução ruim do modelo de jogo.
Agora o desafio passa a ser encontrar soluções contra equipes que conseguem escapar dessa pressão alta e atacar os espaços deixados pela linha defensiva.
Já o Chicago Fire sobe para 23 pontos e segue na 4ª colocação da Conferência Leste.
A vitória é extremamente importante para a equipe de Greg Berhalter, principalmente porque o time claramente havia sentido a eliminação para o St. Louis City na US Open Cup.
Depois daquela eliminação, o Fire voltou para a MLS e perdeu duas partidas consecutivas em casa, contra FC Cincinnati e New York Red Bulls.
Agora, porém, a equipe parece novamente reencontrar o seu melhor momento.
Primeiro venceu o DC United fora de casa e agora consegue uma vitória extremamente madura contra um Montreal que vinha em ótima fase dentro do Saputo Stadium.
O Chicago segue contando com um dos ataques mais perigosos da conferência. Hugo Cuypers continua imparável, enquanto Jonathan Bamba, Robin Lod e Philip Zinckernagel conseguem abastecer muito bem o centroavante belga.
Além disso, Greg Berhalter encontrou uma solução extremamente interessante utilizando Joel Waterman como volante. O canadense controlou totalmente o meio-campo do Montreal e participou diretamente do primeiro gol da partida.
É uma alternativa que pode continuar sendo utilizada nas próximas rodadas.
🔜 O que vem a seguir
O Montreal volta a campo no próximo sábado (23), às 20h30, quando visita o DC United no Audi Field, em Washington, pela última rodada da MLS antes da pausa para a Copa.
Já o Chicago Fire retorna ao Soldier Field também no sábado (23), às 21h30, para enfrentar o Toronto FC, tentando manter o embalo após mais uma vitória importante na Conferência Leste.