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Opinão: Las Vegas sim! Lights, não.

Recentemente, conversando com o colega Pedro Cuenca, falava sobre a falta de uma equipe em Las Vegas na Major League Soccer. Umas das cidades mais famosas dos Estados Unidos, badalada e destino de vários turistas, não poderia ficar fora da liga. A MLS precisa de um time em Vegas. O Cuenca acha que não seria legal, agora que o Oakland Raiders (NFL) está de mudança para lá.

Bom, Raiders a parte, hoje (05) surgiu a notícia de que a liga está considerando (finalmente) uma franquia na cidade. Seth Klarman, que também tem parte do Liverpool/ING, pretende comprar uma vaga na MLS e construir um estádio para cerca de 25 mil pessoas em Vegas. Até ai, tudo bem. O sucesso do Vegas Golden Knights na NHL prova que Las Vegas é muito mais do que jogatina e outras coisas mais, como retratados no time. Vegas pode sim ter esporte de alto nível. E se o que acontece em Vegas fica em Vegas, alguns jogadores podem se sentir atraídos a experimentar jogar em um time da cidade mais badalada do planeta, que respira luxo e lazer. Ou seja, Las Vegas na MLS tem tudo para ser um sucesso, mas…

Klarman quer levar o Las Vegas Lights para a primeira divisão. O atual time da USL Championship nasceu na temporada passada, mas se destaca muito mais por suas ações “bizarras” de marketing do que propriamente pelo futebol jogado. A atual direção do time já fez uniforme com emoticon, tem uma llama que entra em campo todo jogo, já jogou dinheiro de um helicóptero para os torcedores dentro do estádio e tem um dos uniformes mais feios da América.

Na USL, o Las Vegas Lights é um time simpático e divertido, mas a MLS não precisa disso. (Foto: Las Vegas Lights)

Como já dito, em campo os resultados são muito aquém. Na temporada 2018, 31 pontos em 34 jogos, antepenúltima posição da conferência oeste. Primeiro ano? Em 2019, o Lights amarga a 14ª colocação entre os 18 da conferência. A cereja do bolo no assunto dentro de campo foi a contratação de Freddy Adu, o Pelé Americano. Lembra dele? O atacante, que estreou na MLS ainda adolescente, foi apontado como um dos futuros grandes craques do futebol mundial, mas decepcionou e jogou até no Brasil, depois de rodar o mundo. No Lights, chegou após passagem pelo Tampa Bay e de ter ficado um ano parado. Jogou 14 partidas e marcou apenas um gol. Foi desligado após o fim da temporada.

A torcida do Las Vegas Lights é apaixonado e sempre lota o estádio Cashman Field, onde o clube manda seus jogos. Mas é pouco. Se tratando de USL, time de segunda divisão, o Lights é um espetáculo, sabe como chamar à atenção para si, mas caso vá mesmo para Major League Soccer, essa postura precisa mudar. A MLS não precisa de um time que faz mais graça do que joga futebol, principalmente em uma cidade com tanto potencial e em um momento em que a liga voltou a crescer mundialmente.

Então, minha opinião é: Las Vegas sim, muito bem-vinda na MLS. Mas o Las Vegas Lights da USL, não. Que seja criado um novo time, com novo escudo e filosofias, e novas pessoas tomando conta da gestão. Caso contrário, a franquia de Vegas já nascerá com os dias contados.

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