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LIGA MX

A história felina: Quem são os Tigres?

OS PRIMÓRDIOS FELINOS

Fundado em 1960, sob controle da Universidad Autónoma de Nuevo León (UANL), e ainda com o nome de Club Deportivo Universitário Nuevo León, o Tigres começa na segunda divisão mexicana e passa por muitas adversidades financeiras, inclusive passa próximo de uma queda a terceira divisão. O acesso à primeira divisão finalmente vem na temporada 73/74 com o título da segunda divisão mexicana.

A temporada 74/75 vê o primeiro clássico Tigres x Monterrey, o Clássico Regiomontano, da história, rivalidade essa que se tornaria uma das importantes do futebol mexicano. Tigres conquista sua primeira taça relevante em 75/76 com a Copa do México e se salva do rebaixamento em 76/77 para conseguir sua primeira grande conquista já na temporada seguinte.

AS PRIMEIRAS GLÓRIAS

Um Tigres ainda com poucas temporadas na primeira divisão conquista seus dois primeiros títulos de liga, em 77/78 sobre o Pumas e 81/82 sobre o Atlante, consolidando figuras históricas do clube como o técnico uruguaio Carlos Miloc, o atacante peruano Gerónimo Barbadillo e o meia mexicano Tomás Boy, esse último inclusive era o maior artilheiro da história do Tigres até a chegada de um certo atacante francês algumas décadas mais tarde.

DA TRAGÉDIA A RESSUREIÇÃO

Os anos 80 e 90 são de muitos altos e baixos para o clube, que conquista mais uma Copa do México em 95/96 porém a mesma temporada concretiza o rebaixamento dos Felinos após tantos anos na primeira divisão. Nesta época, a Liga MX já usava o rebaixamento via Tabla de Cocientes, usando a média dos últimos torneios assim como vários países da América Latina, portanto a péssima campanha do Tigres em temporadas anteriores foi fundamental para concretizar o descenso.

A confirmação do rebaixamento se deu com requintes de crueldade, na antepenúltima rodada diante do Monterrey. Os Universitários precisavam vencer e torcer por um tropeço do Morelia, porém o próprio Tigres não fez sua parte e foi derrotado e rebaixado em casa, o Estádio Universitário, pelo maior rival com o placar de dois a um.

No Brasil, sempre foi muito comum a falácia de “ser rebaixado é bom porque arruma a casa” e, obviamente, rebaixamento nunca é algo bom, porém foi importantíssimo ao Tigres, já que o rebaixamento fez com que a UANL buscasse a parceria da CEMEX, poderosa empresa de cimentos no México, e assim a história começa a mudar. O Tigres vence a segunda divisão com sobras e volta a elite fortalecido por um interessante aporte financeiro.

A TRANSIÇÃO

A primeira década dos anos 2000 trazem um clube competitivo, vice-campeão mexicano em 2003 e que garante participação nas Libertadores de 2005, eliminado nas quartas-de-final pelo São Paulo/BRA, e 2006, quando é eliminado nas oitavas-de-final. Nesta época, o Tigres era guiado pelo meia armador argentino Walter Gaitán, o jogador é um dos grandes ídolos do clube, terceiro maior artilheiro do clube e famoso por marcar gols decisivos em clássicos diante do Monterrey.

A CHEGADA DE FERRETTI E ALEJANDRO DOMÍNGUEZ

A década de 2010 é o ápice da história do clube que vê o dirigente Alejandro Domínguez assumir o clube e o retorno do técnico brasileiro “Tuca” Ferretti para sua terceira passagem. O primeiro título vem em 2011 com a conquista do Apertura e o fim do jejum de 29 anos sem um título de Liga MX, além da coroação de mais um grande ídolo da história do clube, o meia argentino Lucas Lobos.

O Tigres vai se acostumando com a briga por títulos e os investimentos da CEMEX crescem até darem seu primeiro salto em 2015 com a chegada de Gignac, Rafael Sóbis, Jurgen Damm e a campanha do vice-campeonato da Libertadores de 2015, fato marcante na história do clube.  

É a partir daqui que começa o reinado do Tigres no México com uma super sequência de títulos, a geração de Nahuel Guzmán, Juninho, Hugo Ayala, Guido Pizarro, Rafael Sóbis e Gignac conquista o Apertura de 2015 e 2016.

Em 2017, temos uma nova onda de forte aporte financeiro da CEMEX com a chegada de Rafael Carioca, Enner Valencia e Eduardo Vargas, importantíssimos nas conquistas seguintes do Apertura 2017, vencida sobre o maior rival Monterrey, e Clausura 2019.

Em paralelo a uma hegemonia nacional, o Tigres acumula derrotas decepcionantes em finais de Concachampions em 2016, 2017 e 2019, essa última perdida para o Monterrey, mas após tanto sofrimento nas copas internacionais, os Felinos encerram a década com chave de ouro e se coroam como campeões da Concacaf em 2020 com gol decisivo daquele que se confirma como maior ídolo da história do clube e máximo artilheiro: André-Pierre Gignac.

EQUIPE DA DÉCADA? QUINTO GRANDE?

Um marco cultural do futebol mexicano é tentar definir quem é a equipe de cada década, e se havia dúvidas, já não há mais, essa consagração veio para o Tigres com o sonhado título internacional.

No México já está inaugurado a alguns anos um novo debate, subjetivo mas sempre polêmico: Tigres pode ser considerado um grande do futebol mexicano? Ao lado dos quatro grandes históricos (América, Chivas, Cruz Azul e Pumas)? A discussão é eterna mas o fato é que o Tigres segue escrevendo sua gloriosa história e terá um épico capítulo diante do Bayern de Munique/ALE, independente do resultado, o clube já protagoniza um dos episódios mais épicos da história do futebol mexicano.

(Capa: Reprodução /Facebook Club Tigres)